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OS BENEFICIO DA MESA FLEXORA.

Todos sabemos que a Mesa Flexora é para treinar os Isquiotibiais, mas porque o nosso cérebro manda o tornozelo realizar dorsiflexão durante esse exercício se os Isquiotibiais não cruzam a articulação do tornozelo? Só para lembrar, os Isquiotibiais (semitendinoso, semimembranoso e bíceps femoral) são bi-articulares e realizam flexão do joelho, extensão do quadril e retroversão da pelve, mas não realizam nenhum movimento no tornozelo. Então porque fazer flexão do tornozelo ajuda na realização do exercício?

OS BENEFICIO DA MESA FLEXORA.
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Todos sabemos que a Mesa Flexora é para treinar os Isquiotibiais, mas porque o nosso cérebro manda o tornozelo realizar dorsiflexão durante esse exercício se os Isquiotibiais não cruzam a articulação do tornozelo? Só para lembrar, os Isquiotibiais (semitendinoso, semimembranoso e bíceps femoral) são bi-articulares e realizam flexão do joelho, extensão do quadril e retroversão da pelve, mas não realizam nenhum movimento no tornozelo. Então porque fazer flexão do tornozelo ajuda na realização do exercício?

A dorsiflexão do tornozelo é causada principalmente pelo tibial anterior, na intenção de distanciar o calcâneo (inserção do gastrocnêmio) da porção posterior dos côndilos do fêmur (origem do gastrocnêmio), para fixar a inserção do gastrocnêmio e mante-la mais alongada e assim, torná-Io mais eficiente como flexor do joelho (relação força-comprimento). Estas alterações, apesar de levarem o indivíduo a realizar o movimento de flexão do joelho com uma sobrecarga maior e/ou por mais tempo, acontecem pela melhoria da capacidade do gastrocnêmio em flexionar o joelho e não pela melhoria da capacidade dos isquiotibiais.

Portanto, se você quer realmente enfatizar os isquiotibiais nesse exercício, não pode deixar que o cérebro atue sozinho porque a primeira adaptação para facilitar o movimento será melhorar a capacidade do gastrocnêmio como flexor do joelho, dai, apesar de conseguirmos realizar o exercício com mais carga ou por mais repetições, a intensidade do esforço está sendo dividida com o Gastrocnêmio.

Para não deixar que o Gastrocnêmio “roube a cena” é importante manter o tornozelo em flexão plantar durante toda a execução do exercício. Essa posição mantem o gastrocnêmio encurtado, por causa de insuficiência ativa, o que dificulta a atuação desse musculo na flexão do joelho, deixando então todo o esforço para os isquiotibiais.

Uma maneira de favorecer a fase excêntrica da contração, quando os isquiotibiais atingem a falha concêntrica, é realizar a dorsiflexão do tornozelo na fase concêntrica (para aumentar a participação do gastrocnêmio na flexão do joelho), seguida de flexão plantar na fase excêntrica (para diminuir a ação do gastrocnêmio por causa de insuficiência ativa), para que somente os isquiotibiais realizem esta fase do movimento. Apesar de esta técnica ser eficiente e não necessitar de um parceiro para o treinamento da fase negativa da contração, ela só deve ser utilizada por indivíduos em estágios mais avançados, que já possuem uma técnica mais apurada

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